Preocupação com consumo sustentável cresce em vendas online

Em pesquisa realizada pela Smurfit Kappa em quatro países Europeus, 41% dos consumidores de marcas de moda e acessórios online alegaram adotar medidas de consumo sustentável durante a pandemia.

Uma das maiores preocupação dos consumidores têm sido em relação as embalagens utilizadas na entrega de produtos. Com a conscientização crescente do impacto negativo de matérias plásticas e outros insumos nocivos ao meio-ambiente, 35% dos entrevistados afirmou que não compraria de marcas que não usam embalagens sustentáveis no envio de suas mercadorias.

Além dos índices de compra, a pesquisa também revelou o impacto no marketing das companhias. Ações e esforços em prol da sustentabilidade nas empresas, acaba afetando mais positivamente a imagem da mesma do que as ações de marketing tradicionais. Isso se evidenciou porque 56% dos consumidores disseram que, ter acesso às credenciais ecologicamente corretas das marcas, ajudam a criar uma avaliação favorável de suas compras online.

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Apesar da pesquisa da Smurfit Kappa ter acontecido apenas com consumidores europeus, essa crescente preocupação em relação ao consumo sustentável é uma tendência que se espalha pelo mundo.

Consumo sustentável também é procupação dos brasileiros

No Brasil, a onda de conscientização e cobrança para que marcas adotem boas práticas ecológicas, segue em uma crescente desde 2012.

Já em 2018 uma pesquisa da Akatu revelou um crescimento de 38% no engajamento dos compradores por produtos “eco-friendly”. Essa tendência influenciou muito o modo como as marcas, principalmente as de cosméticos, têm pensado seus produtos e processos.

Nos últimos anos, muitas empresas aderiram a procedimentos sem testes em animais, por exemplo, ou a eliminação de insumos nocivos em seus cosméticos.

Em especial, as marcas de linhas capilares conseguiram muito marketing positivo após adotarem posturas ‘cruelty-free’ e eliminando sulfatos e petrolatos de suas fórmulas, coisa que já é um método implementado pela Natura há anos. O valor agregado dessas mercadorias foi exponencial e colocou muitas empresas no radar dos consumidores ecologicamente corretos.

Marcas de maquiagem e outros produtos para pela também se beneficiaram desse novo mercado mais ‘naturalista’ e ‘verde’. A Anis, por exemplo, é uma empresa brasileira de produtos naturais. Devido a seu crescimento, anunciou essa semana que está selecionando franqueados para trabalharem com seus cosméticos.

Venda de produtos de ‘segunda mão’ segue tendência eco-friendly dos consumidores

Segundo uma pesquisa recente realizada pela GlobalData, o segmento de vendas de segunda mão deve faturar até 2025, um montante de US$51 bilhões por todo o mundo.

A fama dos Brechós e Bazares vem aumentando de alguns anos para cá. Antes comprar em locais como esses eram consideradas coisas de pessoas sem dinheiro. No entanto, atualmente isso é considerado parte do consumo consciente realizado por pessoas que se importam com a sustentabilidade do planeta.

O Sebrae atestou esse crescimento dos brechós no Brasil, ao divulgar que já são mais de 14 mil empreendimentos como esse, abertos oficialmente no país. Isso, sem contar as negociações que acontecem por meios informais como redes sociais e marketplaces de venda de usados. Essa semana, nós publicamos um guia de como abrir um brechó online. Vale a pena dar uma conferida.

E por falar nos e-commerces de usados, outras modalidades de negócios como os Salvados e sites como o OLX também viram um crescimento gigante na procura de seus produtos.

O mais interessante dessa tendência de consumo, é que todo o tipo de consumidor tem feito compras desse tipo, inclusive pessoas ‘ricas’. Segundo um estudo realizado pela Boston Consulting Group em 2019, a compra e venda de artigos de luxo usados tem crescido 12% ao ano, o que só indica que sim esse é um tipo de negócio que atinge todas as classes sociais.

A ideia do consumo sustentável de produtos usados ou seminovos é que, dessa forma, evita-se comprar um produto novo que acabou de passar por vários processos nocivos social ou ecologicamente.

Consumindo um produto usado, coloca-se em prática ao menos dois “rs” das regras de reciclagem, no caso “reduzir” insumos para uma nova produção e “reutilizar” um produto que já teve seu impacto na natureza.

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Aline Resende
Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura do Centro Educacional Uninter. Trabalha na área de comunicação como Social Media e Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para material publicitário.

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