Renner lança máquina para vender roupas em estação de metrô

Nesta quarta-feira (15), a Renner instalou uma máquina de autoatendimento para a venda de peças selecionadas na Estação São Bento, no metrô de São Paulo.

O equipamento é parecido com as tradicionais máquinas de refrigerantes, e deve ser levado para outros lugares ainda em 2020. Além das estações de metrô, o plano da Renner é instalar máquinas em áreas de conveniência, como universidades, aeroportos, academias, e shoppings onde não há lojas da marca.

Entre os produtos disponíveis para venda na máquina, estão itens de moda, como camisetas básicas e acessórios, e de utilidade para o combate à disseminação do novo corononavírus, como máscaras de tecido e frascos de álcool em gel.

máquina renner

Para fazer compras pela máquina de autoatendimento da Renner, o cliente precisa escolher o produto e selecionar sua cor e tamanho pelo painel digital. A máquina aceita pagamento com cartão de crédito ou débito.

De acordo com a Renner, a empresa tem intensificado sua atuação na internet nos últimos meses. O processo inclui a aceleração da sua transformação digital, engajamento de equipes, e desenvolvimento de soluções para proporcionar uma experiência omnicanal.

A implementação desta primeira vending machine saiu do papel rapidamente. Em cerca de um mês e meio, desenvolvemos o projeto e fizemos a instalação. O objetivo é que os clientes tenham fácil acesso a produtos que atendam às necessidades básicas do dia a dia de quem tem uma rotina na rua”, ressaltou Henry Costa, diretor de produto da Lojas Renner, em nota.

Leia também

Em abril, a rede chegou a ter 100% das lojas físicas de portas fechadas por conta da pandemia. As lojas retomaram gradualmente as operações nos meses seguintes, mas sem tempo de evitar uma queda de 73,3% da receita líquida da empresa.

Uma das principais iniciativas da Renner voltadas ao ambiente digital é o recente desenvolvimento das vendas por WhatsApp. O projeto foi posto em prática em aproximadamente uma semana, com um teste em Porto Alegre que já disponível em torno de 60 praças, incluindo cidades na Argentina e no Uruguai.

Além disso, outro projeto de destaque da Renner é o Minha Sacola. Esta iniciativa permite que os inscritos em uma plataforma de afiliados anunciem produtos da rede em suas próprias páginas, ganhando um percentual por venda realizada. Atualmente, são mais 15.000 usuários ativos no projeto.

Projeto das máquinas é similar ao da C&A

A máquina de autoatendimento da Renner é semelhante à lançada pela C&A em setembro. O equipamento é voltado à venda de camisetas básicas, e fez sua estreia em um supermercado Extra Anchieta, na cidade de São Bernardo (SP).

Além disso, o projeto da C&A também inclui a instalação de máquinas em estações de metrô de São Paulo. A proposta é colocá-las em locais com grande fluxo de pessoas, e onde se encontre um público que já consuma produtos da marca.

A gerente-sênior de marketing da C&A Brasil, Mariana Moraes, comenta que as pessoas têm passado cada vez menos tempo fora de casa, frequentando poucos lugares diferentes. Por isso, a proposta da rede é levar a marca para ambientes já frequentados pelos clientes.

Além das estações de trem e metrô, o plano inclui instalações em supermercados e até mesmo vias públicas de grande movimentação.

A princípio, venda apenas de camisetas

Em um primeiro momento, as máquinas da C&A devem vender somente um modelo de camiseta básica masculina e feminina, com seis opções de cores e tamanhos do P ao GG.

As máquina da empresa têm espaço para 480 peças, e durante o desenvolvimento do projeto o objetivo é incluir outras opções de modelos.

As camisetas foram escolhidas para o projeto pelo grau de aceitação que já têm por parte do público. Na C&A, estes são itens tidos como de reposição, ou seja, peças básicas com as quais os consumidores estão acostumados e trocam por novas frequentemente, de modo que não precisam experimentar antes da compra.

Segundo Moraes, os representantes da empresa observam mercados habituados com novidades em formatos de venda para entender o processo. A ideia já tinha sido estudada entre os clientes no período pré-pandemia, mas ganhou mais relevância para o público no atual cenário de mudanças nos hábitos de consumo.

Felipe Matozo
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.

Deixe seu comentário