Pagamento por aproximação em maquininhas aumenta na pandemia

Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), apenas nos três primeiros meses do ano houve um aumento de 330% na modalidade de pagamento por aproximação (NFC) em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre o crescimento permaneceu alto, chegando a 256% em comparação com 2019.

No total, foram R$4,3 bilhões movimentados de abril a junho, número 3 vezes maior que o mesmo período do ano passado.

Devido à pandemia, muitas pessoas e estabelecimentos ampliaram o uso dessa tecnologia. O medo do contato físico com dinheiro e digitação de senhas fez do pagamento por aproximação mais uma prevenção a propagação do vírus. Essa aliás, foi uma das recomendações da OMS para evitar ao máximo o contato físico com objetos de uso público

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Esse aumento de transações mostram que essa é uma tendência que deve permanecer mesmo após a pandemia.  Segundo um estudo realizado pela Mastercard em abril, 88% dos brasileiros acreditam que o pagamento por NFC é mais conveniente que o pagamento por dinheiro. Outros 78% acreditam que esse tipo de transação é mais seguro e 82% acreditam na rapidez desse sistema.

Com a ampliação do uso da NFC, em julho, a Abecs anunciou o  aumento de R$50 para R$100 o limite de pagamentos sem necessidade de senhas.

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Maquininhas de Cartão por aproximação é o método de pagamento preferido no momento

Com a facilidade oferecida pelos pagamentos por aproximação, a maioria das empresas de máquinas de cartão já oferecem a função em seus aparelhos. Desde as maquininhas com taxas mais atrativas ao pequeno empreendedor como as da PagSeguro e SafraPay até as de empresas como Rede e Cielo, todas contam com opções de pagamento NFC .

A tecnologia que permite que pagamentos sejam feitos através de cartões e smartphones, funciona da mesma forma que o sistema de pagamentos de transporte público.

Dessa forma, o cliente precisa apenas aproximar o cartão ou celular da maquininha, a uma distância de 10 centímetros, para que a transação seja realizada. Dessa forma, em transações de até R$100, não é necessário a digitação de senha.

Apesar do receio que algumas pessoas podem ter por conta da não necessidade de senhas, as empresas garantem que a segurança da compra é mesma.  Isso porque a maioria das transações exige que haja a liberação de compra através do smartphone do cliente. Outra exigência é a proximidade entre máquina e dispositivo, que inviabiliza que uma compra seja feita sem que ninguém veja.

Com o aumento de microempreendimentos durante esse ano, ter a disposição dos clientes mais essa opção de pagamentos pode fazer bastante diferença para o sucesso do negócio.

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Tecnologia NFC não é recente no Brasil

A tecnologia de pagamento por NFC ganhou notoriedade agora, mas já existe há um tempo considerável. No Brasil o primeiro cartão a obter essa função foi o Ourocard, do Banco do Brasil, isso em 2015.

Essa agilidade toda em adotar a tecnologia não aconteceu por parte de todos os bancos. Ainda em 2017 eram poucas as instituições financeiras que ofereciam opções de dispositivos para pagamentos dessa forma. As que ofereciam exigiam que os usuários tivessem smartphones que fossem compatíveis com a tecnologia ou adquirissem equipamentos da instituição com custo extra.

Esse quadro mudou completamente nos últimos dois anos. Atualmente a maioria das instituições financeiras famosas contam com cartões e carteiras digitais próprias para o uso da tecnologia.

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Aline Resende
Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura do Centro Educacional Uninter. Trabalha na área de comunicação como Social Media e Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para material publicitário.

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