Mulheres Empreendedoras: essas histórias inspiradoras vão te ajudar a abrir seu próprio negócio

O empreendedorismo é feminino! A cada ano que passa a taxa de mulheres à frente de negócios próprios aumentam. Em 2019, a taxa foi superada mais uma vez. Segundo relatório produzido pela MindMiners 41% dos empreendedores brasileiros são mulheres (48% entre os Microempreendedores).

De acordo com os dados do Sebrae, isso equivale a 9,3 milhões de mulheres chefiando empresas e, muitas delas (45%), também são chefiando famílias.

Considerando estes números, tudo indica que, para as mulheres abrir, um negócio próprio também se tornou uma atitude de libertação.

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Afinal, mesmo tendo um grau de instrução e qualificação 16% superior aos dos homens e 34% mais probabilidades de se formar no ensino superior, ainda recebem menores salários no mercado de trabalho. Além de que  atingem somente 13% das posições de destaque das 500 maiores empresas do país, conforme indica relatório da ONU (Organização das Nações Unidas).



Empreendedorismo Feminino no Brasil
Fonte: Sebrae

Em forma de contrapartida a este cenário de desigualdade, as mulheres que abrem uma empresa própria, têm a liberdade para trabalhar, criar e administrar sem os preconceitos institucionalizados.

A solução empreendedora foi a mudança da vida dessas mulheres de sucesso que você vai conhecer hoje. A história de vida delas inspira qualquer pessoa que sonha em um dia abrir o próprio negócio.

Ângela Figueiroa – CR Engenharia

Angela Figueroa

A bahiana Ângela Rodrigues soube ocupar seu espaço no ramo da engenharia civil, área em que se formou. Após ser demitida da empresa dos sonhos onde trabalhava num momento de crise do setor, Ângela se viu desempregada e sem perspectivas num mercado de trabalho predominantemente masculino.

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Foi então que ela resolveu inovar com a criação da CR Engenharia, uma empresa especializada em tipos de pintura. Com o maquinário que ela mesma desenvolveu conseguiu oferecer ao mercado pinturas industriais em tempo recorde, com economia de até 8 horas para o tempo de secagem.

Como técnica inovadora ela também adotou modelos de projetos dos ambientes usando um software de engenharia Autodesk. Assim, o cliente consegue visualizar em 3D como vai ficar a textura, cor e acabamento antes mesmo de começar a obra.

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Se você tem determinação e não desiste, chega onde quiser, esse é o meu lema. Toda mulher tem dentro de si um potencial muito grande, as dificuldades fazem com que sejamos ainda mais criativas. Precisamos acreditar mais em nós mesma

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Zica Assis – Instituto Beleza Natural

Heloísa Helena Assis, mais conhecida por Zica, diz que já foi de tudo nessa vida: trabalhou de babá, doméstica, moeu cana. Mas foi nos cachos que leva orgulhosamente pendurados na cabeça em que encontrou inspiração para seu próprio negócio.

Zica sempre se orgulhou dos seus cachos, mas não gostava do fato de ter produtos pouco acessíveis que pudesse comprar para mantê-los. A sua indignação a fez parar num curso de cabeleireiro que ela usou para testar técnicas e aprender mais sobre o ofício.

Já com algum conhecimento sobre a área, ela se reuniu com mais 3 colegas do curso para abrir um salão especializado em cabelos crespos em ondulados. E assim surgiu em 1993 o Instituto Beleza Natural.

A frente de sua época, o negócio de Zica ditaria uma tendência fortalecida por um tema urgente na sociedade: o de empoderar a beleza feminina, sobretudo a beleza negra.

Mais de 20 anos depois o nicho de mercado se expandiu e tornou o Instituto Beleza Natural um sucesso! Hoje são mais de 40 unidades espalhadas por todo o Brasil e a Zica foi reconhecida pela Forbes como uma das 10 empresárias mais poderosas do país.

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Fabíola Fonseca – Mulheres do Café

Fabíola Fonseca sabia que tinha nascido para empreender desde menina. Quando criança, ela vendia de tudo o que podia para ajudar a renda da família, desde revistas em quadrinhos até balas.

Aos 20 anos, ela fundou a sua primeira empresa: Poderoso Açaí. Na época, a fruta ainda era muito presente no norte e nordeste, sem ter conhecimento popular nas regiões sudeste. Por isso, a ideia da Fabíola foi espalhar o gosto do açaí pela cidade de São Paulo – e conseguiu!

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Após a criação da sua rede de franquias de açaí ela abriu o Mulheres do Café, rede especializada em coffee breaks personalizados.

Para mostrar que o empreendedorismo feminino vale a pena, Fabíola faz questão de até hoje contratar mulheres em sua maioria e atualmente conecta mulheres com os alimentos em mais de onze estados do Brasil.

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Karina Gallon – Peita

Você tem R$ 300,00? Então saiba que esse investimento é o suficiente para fazer uma ideia empreendedora acontecer. Pelo menos, Karina Gallon foi capaz deste feito!

Em 2017, a jovem investiu R$ 300 em 15 camisetas e material para pintura. Ela mesma produziu as estampas com dizeres feministas “Lute como uma Garota” e distribuiu as peças entre as amigas.

A ideia foi tão bem-vinda que Karina se viu motivada a continuar com a ideia, usando da sua estratégia para divulgar a causa feminista. No final do mesmo mês, ela criou a Peita, empresa que hoje vende cerca de 1,5 mil peças por mês, entre camisetas, adesivos, ecobags, entre outros itens.

Além dos produtos, a empresa faz um trabalho de ativismo em prol do femininismo e divulga no YouTube e outros meios histórias inspiradoras de mulheres. Veja aqui o minidoc.

Para fazer jus ao lema feminista da empresa, a linha de produção conta somente com mulheres.

Mazé Doces

Maria José de Lima Freitas, mais conhecida como Mazé, mudou o rumo da sua vida aos 44 anos. Após ter sido demitida de seu emprego de faxineira num banco ela se viu obrigada a prover a família e, como não conseguira nenhum afazer e as dívidas só cresciam, teve a ideia de vender doces feitos em  casa.

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O primeiro doce que ela fez foi de amendoim. E foi com o dinheiro da primeira venda, no valor de R$ 20,00, que ela abriu o seu negócio próprio. Mesmo com dificuldades para manter as despesas no início, Mazé dedicou-se a produção e venda de novos doces.

Logo os doces se tornaram queridos pela vizinhança e foram ficando populares na pequena cidade de Carmópolis, em Minas Gerais. Conforme os anos se passaram, ela diversificou os produtos, abriu sua própria fábrica e começou a contratar outras pessoas para ajudá-la.

Atualmente, já são 25 funcionários e uma centena de toneladas de doces fabricados ao ano, o que garante a Mazé um faturamento anual superior a R$ 1 milhão.

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Ju Amora

A atriz Juliana Amorim largou os palcos aos 29 anos sem qualquer previsão do que iria fazer para a sua vida. Ela queria algo que lhe permitisse ter qualidade de vida. E que fosse satisfatório.

Então, em 2012 Juliana criou um ateliê com R$ 200,00 e começou a pintar bancos de madeiras sem pensar que isso poderia se tornar uma fonte de renda. Mas logo veio a resposta do público e ela se animou para fazer novas pinturas.

Em 2013, ela transformou o hobby em trabalho definitivamente e hoje não se vê fazendo outa coisa. Em seu modelo de negócio ela compra os bancos de madeiras ecológicas de um fornecedor ao sul do país, faz o trabalho de pintura e vende os móveis na internet.

Atualmente, a marca vende cerca de 50 unidades por mês na loja online e para complementar a renda ganha com o ateliê a Ju também faz oficinas de artesanatos para crianças.

Esperamos que estas histórias inspiradoras de mulheres empreendedoras te deem a força necessária para tirar seus projetos do papel e fazer acontecer. Afinal, é com essa força de vontade e potencia criativa feminina que as mulheres se provam capazes de mudar o rumo de suas próprias vidas, de seu nicho de mercado, da economia e do mundo!

Não sabe por onde começar? Então confira nosso passo a passo de como abrir um MEI e formalizar o seu negócio.

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Já se ainda te falta ideias, navegue por nosso menu Empreendedorismo para ver como funciona a abertura de negócios lucrativos que podem mudar a sua vida.

Conhece alguma história de mulheres empreendedoras de sucesso? Então conte aqui nos comentários e ajude outras pessoas a dar um passo adiante na realização de seu próprio negócio.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.

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