Maioria dos consumidores deve passar a comprar mais pela internet

O setor de comércio eletrônico ganhou espaço nos mercados emergentes nos últimos anos. E segundo a Euromonitor, 60% dos consumidores destes países devem comprar ainda mais pela internet e reduzir as compras em lojas físicas nos próximos anos.

Dados revelam que o e-commerce cresceu 30% nos países emergentes – o que inclui nações como Brasil, Colômbia e Índia – nos últimos cinco anos. Este crescimento representou um salto de US$ 242 bilhões no valor de transações, o que fez com que o período encerrado em 2019 tivesse um total de US$ 834 bilhões.

Além disso, o primeiro semestre de 2020 deu sequência ao crescimento observado nos últimos cinco anos. De acordo com relatório da Euromonitor, houve um aumento global nas vendas pela internet nos primeiros seis meses deste ano.

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Segundo o levantamento, um dos principais motivos para a alta do e-commerce nos mercados emergentes foi a rápida penetração da internet nestes países.

Outro fator observado foi a mudança no comportamento dos consumidores, se adaptando às facilidades do ambiente digital. Por conta dos recursos disponíveis, os consumidores têm feito mais comparações de preços e de qualidade antes de fazerem compras.

Por conta disso, a tendência para os próximos anos é de que as empresas que utilizem da estratégia omnichannel saiam em vantagem na disputa. Esta é uma estratégia usada no varejo para melhorar a experiência dos clientes por meio do uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, como nos serviços de delivery e de clique e retire.

Com as pessoas passando cada vez mais tempo em casa, os aplicativos de entrega em domicílio crescem e competem pela demanda por delivery. Além disso, a alta procura vem estimulando inovações que surgem constantemente com novas soluções para diversos nichos de consumidores.

Experiência de compra tende a ser mais decisiva para os consumidores

Além de questões como preço e qualidade do produto, quem costuma comprar pela internet vem prezando cada vez mais pela experiência de compra. Esta questão está entre as expectativas para Black Friday 2020, inclusive, na qual os consumidores devem buscar mais do que descontos.

Em relação aos serviços de delivery, por exemplo, a Euromonitor destaca que consumidores costumam preferir aplicativos que proporcionem experiências amigáveis, além de opções variadas para recebimento dos produtos comprados.

Segundo o relatório da entidade, 60% da população mundial deve ser urbana até 2030. Considerando este dado e o crescimento do comércio eletrônico, os mercados emergentes devem ser preparar para se adaptar a este cenário. Os países terão que garantir às empresas de e-commerce boas condições para que as entregas de mercadorias aos consumidores sejam sempre bem sucedidas.

Para ter sucesso nos processos de entrega e garantir aos clientes boas experiências de compra, muitas empresas têm centralizado suas redes de distribuição. Com isso, as cadeias de suprimentos consegue se voltar a estratégias de ocupação urbana.

Outra iniciativa adotada por algumas companhias é aproveitar a estrutura de lojas físicas para usá-las como centros de distribuição locais.

Mas enquanto algumas empresas se adaptam ao novo cenário de protagonismo das vendas online, outras varejistas mais antigas não conseguem realizar entregas de mercadorias na mesma velocidade de concorrentes. Por conta disso, muitas startups três observado oportunidades para tomarem conta do mercado de delivery.

Para buscar essa adaptação, a Euromonitor destaca que pequenas empresas de setores como varejo e alimentação, por exemplo, podem utilizar o modelo de crowdsource. Este é um termo que se refere à colaboração coletiva, no qual as empresas podem terceirizar tarefas e soluções para oferecer ao cliente melhor experiência de compra.

Segmento de serviços financeiros online também crescem

Entre os consumidores que optam por comprar pela internet, apenas uma minoria faz o pagamento com dinheiro vivo, por meio de opções como o boleto, por exemplo. A opção mais tradicional para quem faz compras via e-commerce é o uso de cartão de crédito ou débito.

Além disso, por conta da pandemia de Covid-19, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as pessoas evitem usar dinheiro, priorizando aplicativos e cartões. Com isso, os serviços financeiros online tiveram uma oportunidade de crescimento no período.

Para se adaptar às demandas do consumidor, marcas como o Paypal passaram a incluir serviços digitais como a disponibilização de códigos QR para a efetuação de pagamentos.

Outra estratégia adotada por alguns comerciantes foi a disponibilidade para que consumidores comprem pela internet e retirem na loja, evitando assim aglomerações  e a disseminação do vírus. Entre as empresas que adotaram esta estratégia estão grandes redes do setor varejista brasileiro, como Magazine Luiza e Casas Bahia.

Felipe Matozo
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.

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