Grendene inicia projeto para franquia de vending machines da Ipanema

A Grendene e a CasaGroup, rede internacional de franquias de vending machines, fecharam uma parceria para uma linha de máquinas em colaboração. O acordo foi definido na última semana de 2020, e parte de um projeto do laboratório de inovação da Grendene, o Bergamotta Works.

Em um primeiro momento, a iniciativa levará três máquinas de autoatendimento para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, e uma na Flórida, nos Estados Unidos, onde fica a sede da CasaGroup, empresa fundada pelo brasileiro Claudio Landsberg em 2015 que chegou ao mercado brasileiro no ano passado.

Conforme já contamos em nosso texto sobre cinco franquias inovadoras que chegaram ao Brasil em 2020, a CasaGroup já se destacou no país por parcerias com marcas de destaque, como C&A e Petz. Em relação ao acordo com a Grendene, o objetivo é iniciar a expansão das vending machines por franquias ainda neste ano.

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O portfólio das máquinas de autoatendimento contará com cerca de 500 produtos da Ipanema. Este é um dos 11 projetos já criados pelo Bergamotta Works, laboratório fundado no primeiro trimestre de 2020 que está sediado em Porto Alegre (RS).



Segundo Arturo Garziera, chefe de inovação da Grendene, a iniciativa é um projeto estratégico para a Ipanema. Em entrevista a PEGN, o executivo destacou que este é o motivo de a marca ter criado novos canais de acesso ao consumidor.

Este é um piloto para depois, ao validar a hipótese de quais são os pontos mais interessantes e atrativos para o consumidor, traçar um plano global de expansão”, explicou Garziera.

Projeto é importante para a expansão global da Grendene

A Grendene vem investindo cada vez mais em sua inserção no mercado internacional com lojas físicas. No último mês de dezembro, por exemplo, a empresa inaugurou uma loja do Clube Melissa em Los Angeles, na Califórnia.

A empresa já estava presente nos Estados Unidos, em Nova York, e planeja mais nove pontos no país. Além disso, a Grendene também tem operações em Londres, e deve inaugurar uma loja na China ainda no primeiro semestre de 2021.

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Com as vending machines, a expectativa é que este processo de globalização da empresa seja diretamente beneficiado. Por conta disso, uma das primeiras máquinas será instalada em Riviera Beach, na Flórida, enquanto as outras ficarão em shopping Centers em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo Claudio Landsberg, dono da CasaGroup, a estratégia das empresas inclui a instalação de unidades em resorts brasileiros e locais que tenham apelo para as sandálias.

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Como funciona a franquia de vending machines da Grendene?

De acordo com Landsberg, este modelo de franquia será diferente das outras iniciativas operadas pela CasaGroup. No caso da Grendene, o modelo será de parceria, de modo que o franqueado irá comprar uma vending machine da marca.

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A diferença para outros negócios é que neles não há a necessidade de a máquina estar ligada a uma marca específica, pois tanto a CasaGroup quanto o franqueado podem trocar os produtos ou mudar a comunicação visual da unidade no decorrer do contrato.

Enquanto isso, nesta franquia em parceria com a Grendene, as condições são diferentes. O franqueado terá suporte da CasaGroup e produtos fornecidos pela empresa de calçados, que também fica responsável pela comunicação visual da unidade.

Em relação ao valor de investimento inicial da franquia, esta questão ainda não foi definida pelas partes. Mas Landsberg afirma que a tendência é seguir o mesmo padrão das franquias convencionais da CasaGroup, nas quais cada máquina custa aproximadamente R$ 35 mil. Ainda segundo o executivo, o plano é vender cerca de 1000 lojas em dois anos.

O dono da CasaGroup afirma estar surpreso com a demanda por vending machines no Brasil, tanto por parte de clientes quanto de marcas em busca de parceria. Para ele, a pandemia acabou impulsionando o modelo de negócio. A expectativa da rede era vender 20 franquias no ano, mas foram quase 100.

Segundo Landsberg, o consumidor mudou os hábitos em 2020, ficando mais familiarizado com as compras pela internet. E o fato de se acostumar a comprar um produto sem tocá-lo antes é positivo para o crescimento das vending machines.

Além disso, o executivo também destacou como fator de aceleração das máquinas de autoatendimento da empresa o fato de elas serem negociadas para condomínios, o que também representa uma novidade no comportamento do consumidor.

Felipe Matozo
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.

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