Empreender na crise ajudou brasileiros a superar desafios da pandemia

A crise que se instalou sobre o mundo no ano de 2020 afetou a vida de todos, tanto no que diz respeito a saúde quanto as finanças. Diversas pessoas perderam seus empregos, empresas acabaram fechando, mas no meio de tudo isso alguns brasileiros encontraram formas de empreender mesmo na crise.

Muito mais que por uma questão de necessidade do que oportunidade, várias pessoas precisaram investir em negócios próprios para garantir o seu sustento. O auxílio emergencial aprovado pelos deputados no ano passado foi fator decisivo para que alguns empreendimentos fossem postos em prática.

Apesar de o valor ser pequeno, com um planejamento apertado foi possível investir parte do dinheiro em um empreendimento que garantisse a renda mesmo quando não houvesse mais esse respaldo do Estado. Esse foi o caso do ex-metalúrgico Claudinor Santos, que usou metade do seu auxílio mensal de R$600 para iniciar um negócio de venda de assaí  em Sapucaia do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.

empreender na crise
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Segundo Claudinor, desde que começou a receber o dinheiro sua maior preocupação era em como iria continuar se mantendo caso não conseguisse trabalho até o fim do auxílio. Dessa forma, decidiu que iria usar parte do dinheiro para investir em um negócio próprio.



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A ideia da venda de assaí surgiu, pois o empreendedor já havia trabalhado com o produto enquanto fazia bicos na praia em temporadas passadas. Com isso, decidiu por comprar um carrinho, negociou valores com o fornecedor de assaí e em novembro do ano passado começou a operar o seu negócio em um centro comercial popular de sua cidade.

Apenas no primeiro dia de vendas, conseguiu vender todo o seu produto e faturou cerca de R$400. A partir daí o vendedor construiu uma clientela fiel e seu negócio se tornou um sucesso no ponto comercial onde opera todos os dias.

“Eu comecei com R$ 300 por mês do meu auxílio e, hoje, para mim, se tornou um negócio de sucesso,” comemora o empreendedor.

Negócios de alimentos foi a forma mais comum  de empreender na crise

A história de Claudinor é apenas uma das tantas que se iniciaram durante a pandemia. A publicitária Viviane Mandotti foi outra que precisou encontrar uma maneira de manter renda fixa e decidiu empreender na crise.

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Com dificuldades para conseguir arcar com a educação da filha, a profissional já vinha buscando formas de conseguir renda extra mesmo antes da pandemia. Quando foi demitida de seu trabalho em maio do ano passado, as especulações por um negócio próprio se tornaram uma necessidade.

Sendo filha de italianos, Viviane decidiu por iniciar um negócio em formato delivery com as receitas tradicionais de sua mãe. Com a ajuda e apoio da família, criaram o Famiglia Mandotti que hoje comercializa massas frescas, molhos, pães entre outros produtos todos feitos de maneira artesanal.

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A impossibilidade de encontrar os amigos, a saudade de partilhar petiscos durante essas reuniões e a necessidade de conseguir renda extra durante a pandemia, foi o incentivo para o início do negócio Um Teco de Sabor. Harianna Barros sempre gostou de elaborar aperitivos para servir aos amigos. Durante a quarentena, sem poder vê-los pessoalmente, enviava a casa de cada um os potes de conserva daquilo que costumava servir nas reuniões.

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A partir daí começaram a surgir encomendas que transformaram o passatempo em negócio.  Hoje o negócio atende na região de Santos, em São Paulo, e recebe diversas encomendas semanais de conservas, caponatas e antepastos. As entregas são realizadas aos fins de semana.

Interesse pelo cultivo de plantas durante a pandemia deu origem a “Miscelânea”

Com mais de 10 anos de experiência com o cuidado de plantas e tendo perdido seu trabalho durante a pandemia a produtora Rachel Leão decidiu abrir seu próprio negócio de plantas.

Com as pessoas precisando ficar mais tempo em casa por conta do isolamento social, a empreendedora notou um crescente interesse no cultivo de plantas.

Dessa forma, decidiu usar sua experiência para fundar a Miscelânea, um negócio que fornecer plantas de pequeno porte de forma delivery. Além disso, a empresa também oferece consultoria sobre cuidados e quais as espécies mais indicadas para cada perfil de cliente.

Atualmente, essa tem sido a principal fonte de renda da produtora.

Veja também: Empreendedores fazem empresas crescer na pandemia

Aline Resende
Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura do Centro Educacional Uninter. Trabalha na área de comunicação como Social Media e Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para material publicitário.

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