Negócios na internet – 5 dicas de especialistas para criar o seu em 2021

O ano de 2020 foi um verdadeiro divisor de águas no mercado comercial, elevando o status dos negócios na internet de “tendência” para permanente.

Segundo dados da Ebit, as vendas no comércio eletrônico tiveram um aumento de 38% no faturamento anual. Isso é considerado mais uma consequência do  fechamento de diversos empreendimentos físicos durante a pandemia.

Só na cidade de São Paulo, um estudo da Fecomércio, divulgado no segundo semestre de 2020, constatou que nos seis primeiros meses do ano o e-commerce na cidade cresceu o mesmo que nos últimos seis anos. Apenas o setor de vendas online foi responsável por 5% do faturamento total do semestre, dado 1,4% superior ao registrado no fim de 2019.

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Segundo o consultor do Sebrae, Eder Max, o consumidor se acostumou a comprar de forma online. Com isso, é de se esperar que cada vez mais negociantes passem a investir nas vendas pela internet. Isso inclui aqueles que estão pensando em montar a primeira empresa e também os que pretendem adaptar seus negócios já existentes para o meio digital.



O consultor também afirma que o novo modelo de empreender acaba sendo financeiramente mais viável, especialmente para quem está começando.

“É mais seguro e mais barato começar só no digital. No negócio físico é necessário atrair a pessoa até o local”, explicou Eder.

Pensando nessa vertente e necessidade de diversos empreendedores, os especialistas do Sebrae montaram uma lista com 5 dicas para quem pretende investir em negócios na internet em 2021.

1 – Planejamento

Segundo os especialistas, um negócio que não faz uso de um planejamento antes de começar, está fadado ao fracasso. Com isso, a primeira dica é montar um bom planejamento, preferencialmente construindo um Plano de Negócio.




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É importante focar em 6 pontos principais na hora de montar esse planejamento:

  1. Estudar quais são as empresas concorrentes;
  2. Fazer um levantamento de dados de mercado do segmento;
  3. Garantir bons fornecedores;
  4. Mensurar quais serão os custos fixos, variáveis e prazos de retorno de investimento;
  5. Formar preço de venda;
  6. Definir quais serão os meios de pagamento aceitos pela empresa.

2 – Plataformas de vendas para criar negócios na internet

Além das redes sociais como o Facebook, WhatsApp e Instagram, também é primordial que o empreendedor opte por uma plataforma especifica de vendas para comercializar seus produtos.

O negociante pode escolher entre duas que podem ser mais ou menos indicadas, dependendo da realidade de cada empreendimento.



  • Marketplace: plataformas como o Mercado Livre, Amazon e Shopee podem ser grandes aliados das vendas online de quem está começando. Isso porque, apesar de cobrarem algumas taxas sobre a venda dos produtos, esses shoppings online contam com variados meios de pagamento para o cliente, sistema próprios de entrega, além de inspirarem confiança nos clientes.
  • E-commerce: as plataformas próprias de e-commerce são sempre mais indicadas, no entanto, esse é um formato que exige um investimento maior por parte do empreendedor. Ao montar uma loja virtual, o negociante precisará elaborar um sistema próprio de logística, por exemplo.

Mesmo se a escolha for pelas plataformas de marketplace, o consultor Eder Max ainda assim indica que o empreendimento conte com um site próprio do negócio, ainda que as vendas não sejam feitas por ele. Segundo o especialista, isso passa mais confiança ao cliente, que tem acesso a um endereço profissional do negócio.

3 – Redes Sociais para vender em negócios na internet

Montar ao menos uma página para o negócio em redes sociais deve ser uma das primeiras tarefas quando se monta um negócio virtual. Além do Google, essa é a segunda base de pesquisa mais utilizada pelos clientes quando buscam por um produto ou serviço.

O uso das redes sociais nas estratégias do negócio, vão muito além de apenas divulgar produtos. As mídias devem ser utilizadas como forma de conhecer melhor o próprio segmento, as tendências do mercado e o perfil do cliente.

Por isso, para que uma página em rede social surta o efeito que se deseja, é importante que o empreendedor ou o responsável por cuidar dessa área da empresa:

  • Busque entender melhor o funcionamento dessas plataformas por meio de cursos, video-aulas, leitura, e etc;
  • Interaja com os seguidores da página criada;
  • Publique conteúdos de qualidade que tenham a ver com o negócio e seu segmento;
  •  Preze pela qualidade das imagens e designs publicados.

E para não correr risco de cometer alguma gafe que afaste seguidores e consumidores, veja aqui 9 erros nas redes sociais da sua empresa que afastam os seus clientes.

4 – Pós-venda

Muitos negócios não utilizam uma estratégia de pós-venda, uma falta grave que pode fazer com a empresa não ganhe a fidelidade de seus clientes.

Dessa forma, nas vendas pela internet onde as compras são realizadas a distância, é importante criar um modus operandi sempre que uma venda é efetuada. Dessa forma, os estabelecimentos precisam:

  • Ter um bom SAC, preferencialmente em formato chat, onde o consumidor consiga entrar em contato com a empresa com facilidade;
  • Sempre estabelecer contato com o cliente, seja por e-mail, telefone ou WhatsApp para saber qual foi a experiência de compra do mesmo;
  • Ter mais de um canal de contato para atendimento.

Outra coisa que o empreendedor digital precisa estar atento, é em relação às políticas de troca de produtos. Em compras realizadas a distância, o cliente tem direito a até 7 dias para arrependimento. Dessa forma, caso decida devolver o produto, o estabelecimento não pode cobrar o valor de frete do consumidor.

5 –  Adequações a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

A LGPD entrou em vigor em setembro de 2020, e diz respeito a uma série de “boas práticas” que as empresas digitais precisam cumprir para ter acesso aos dados de seus clientes.

Com isso, ao montar negócios na internet, em especial uma loja virtual, o empreendedor precisa estar de acordo com as regras da lei:



  • É necessário que o site conte com uma mensagem pedindo permissão para que informações pessoais do cliente sejam coletadas;
  • Caso haja algum tipo de vazamento de informação, a empresa precisa solucionar o problema e notificar a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados);
  • Os cidadãos podem revogar suas permissões e solicitar a exclusão de seus dados dos sistemas das empresas.

Veja também: Tendências marketing digital 2021 para aplicar no seu negócio

Aline Resende
Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura do Centro Educacional Uninter. Trabalha na área de comunicação como Social Media e Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para material publicitário.

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